O que é Neurocirurgia Funcional?


ilustracao sobre neurocirurgia funcional A Neurocirurgia Funcional é uma especialidade médica que visa restabelecer a função neurológica do paciente por meio de tratamento cirúrgico.

A neurocirurgia está direcionada ao tratamento de doenças relacionadas ao cérebro, abrangendo diagnósticos e cuidados dos pacientes com lesões ou doenças no cérebro, coluna, medula e nervos periféricos.

Existem diversas áreas e diferentes procedimentos dentro da neurocirurgia.

Neurocirurgia Funcional e Doença de Parkinson:

Uma das principais doenças que a serem tratadas por meio da Neurocirurgia Funcional é a Doença de Parkinson. O Parkinson é uma doença neurológica que afeta gravemente os movimentos do paciente.

A doença surge devido à degeneração de células que produzem a dopamina, substância responsável pelo controle dos movimentos. A falta dessa substância causa tremores, lentidão nos movimentos, rigidez muscular e pode até mesmo afetar a fala.

Geralmente, a palidotomia é a opção indicada pelo neurocirurgião quando os pacientes que sofrem com a Doença de Parkinson ficam imunes aos efeitos dos medicamentos. A cirurgia de Parkinson através da palidotomia é uma técnica antiga. Realiza-se uma lesão em uma região cerebral profunda, o globo pálido, de maneira irreversível. Com o desenvolvimento tecnológico, começou-se a optar por não destruir essa região do globo pálido, mas sim realizar uma estimulação.

Muito semelhante à técnica da cirurgia para Parkinson através da palidotomia, optou-se pela colocação de cateteres nessa região do globo pálido, conectados com cabos a um gerador, que usualmente fica na parte superior do tórax. É possível aumentar ou diminuir as frequências desse gerador conforme os sintomas do paciente, com melhora significativa da qualidade de vida com o uso desse aparelho.

neurocirurgia funcional

A Doença de Parkinson não tem cura, mas o procedimento cirúrgico pode diminuir sintomas como a rigidez e o tremor. Em linhas gerais, o procedimento consiste num pequeno corte no crânio por onde é introduzido um eletrodo para estimular e modular os circuitos cerebrais.

Para realizar a cirurgia, necessita-se de imagens de tomografia do crânio e de ressonância magnética do encéfalo. Essas imagens são sobrepostas através de computação para se definir com precisão a área a ser estimulada. Coloca-se um arco de estereotaxia no paciente para a definição das coordenadas do alvo.

São realizadas pequenas incisões no crânio do paciente para a inserção dos cateteres e esses seguem por baixo da pele até o gerador que é implantado debaixo da pele.

Todo esse conjunto serve para estimular e modular os circuitos cerebrais. Essa técnica cirúrgica também é usada para casos graves e refratários como depressão, transtorno obsessivo compulsivo e ultimamente para obesidade.

Neurocirurgia para Dor:

Outra área da neurocirurgia é a Neurocirurgia da Dor, responsável pelos pacientes que sofrem de dores crônicas fortes. Assim como os pacientes de Parkinson, a cirurgia é indicada pacientes que não obtém alívio após a otimização do tratamento clínico.

Quando a dor é muito extrema, opta-se por cirurgia que bloqueiam ou destroem os nervos periféricos do paciente, o que gera um adormecimento da área afetada, impedindo que o paciente sinta dor.

Arco de Estereotaxia:

Arco de estereotaxia atua como uma espécie de GPS para lesões profundas. Por meio deste equipamento, se obtém a imagem óssea pela tomografia de crânio (TC).

Nas lesões em áreas profundas, como o Parkinson, é necessária a sobreposição das imagens da tomografia com a ressonância magnética do encéfalo, de modo a encontrar a posição ideal do implante do cateter.

IMPORTANTE: As informações contidas neste site têm caráter informativo e educacional e de nenhuma forma devem ser utilizados para autodiagnóstico, autotratamento ou automedicação. Quando houver dúvidas, um médico deverá ser consultado. Somente ele está habilitado para praticar o ato médico, conforme recomendação do Conselho Federal de Medicina.